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O nome da cultura vem do rio Sintashta, afluente da bacia do Tobol, na região de Cheliabinsk, onde escavações soviéticas dos anos 1970 abriram um cemitério com covas de carro e um povoado murado ao lado.
O que veio depois foi maior que o sítio. O levantamento aéreo e o trabalho de campo das décadas seguintes mapearam mais de vinte assentamentos do mesmo tipo, espalhados por um retângulo de estepe de cerca de 400 por 200 quilômetros.
Os arqueólogos russos batizaram o conjunto de País das Cidades, embora cidade seja palavra grande demais. Cada sítio tinha entre trinta e sessenta casas e algo entre duzentos e setecentos moradores.
O desenho é que impressiona. Muralha de terra armada com madeira, fosso externo, casas de planta retangular encostadas em anel contínuo, poço dentro de cada casa e um pátio central vazio.
O mais famoso deles, Arkaim, quase virou fundo de reservatório. O sítio foi identificado em 1987 no caminho de uma barragem planejada, e a obra acabou cancelada depois de pressão da comunidade acadêmica.
A economia era de gado e de metal. O rebanho pesado de bovino, ovino e cavalo sustentava a comida, e a fundição de cobre sustentava a troca com o resto da estepe e com o sul.
Em Sintashta a metalurgia não morava numa oficina de especialista. Ela morava dentro de casa: fornos, moldes e escória aparecem no piso doméstico de praticamente toda residência escavada.
A matéria-prima vinha de perto. A mina de Vorovskaya Yama, a céu aberto, foi cavada na mesma época a poucas dezenas de quilômetros de alguns dos povoados, e o minério de cobre saía dali em volume industrial para o padrão da região.
O rito funerário é a outra assinatura da cultura. Fora dos muros, o grupo abria covas fundas com câmara de madeira e depositava o morto com armas, cerâmica, cavalos e, nos casos mais ricos, o carro completo.
A datação por radiocarbono coloca as covas de carro mais antigas por volta de 2000 a.C., com a sepultura de Krivoye Ozero entre as mais citadas na literatura por medir bem o vestígio das rodas.
O sacrifício animal era caro. Há covas com mais de meia dúzia de cavalos abatidos, além de bovinos e ovinos, num gesto de gasto público que consumia o capital vivo da comunidade inteira.
A genética entrou no debate depois de 2015. As análises de DNA antigo aproximam a população Sintashta das populações da estepe do oeste e a colocam no tronco de onde saem as línguas indo-iranianas.
E então, por volta de 1800 a.C., o padrão murado se dissolve. Os sítios seguintes, do horizonte Andronovo, ocupam a mesma estepe com povoado aberto, sem fosso, sem anel e sem a concentração de fundição doméstica.
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