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A primeira investigação séria das ruínas budistas foi de H. C. P. Bell, funcionário britânico do serviço civil do Ceilão (o atual Sri Lanka). Ele visitou as ilhas em 1879, 1920 e 1922 e publicou The Maldive Islands: Monograph on the History, Archaeology and Epigraphy (Colombo, 1940).
O livro de Heyerdahl, The Maldive Mystery (1986), descreve as escavações de Nilandhoo. O relatório de Mikkelsen sobre Kaashidhoo saiu pelo Museu Nacional em 2000. A passagem de Ibn Battuta pelas ilhas está na Rihla, com tradução em inglês de H. A. R. Gibb pela Hakluyt Society.
O ataque de 2012 foi noticiado pela Associated Press e pela BBC naquela semana. Pelos relatos da época, os homens quebraram estátuas de coral e de calcário, entre elas uma grande cabeça de Buda e uma peça com seis faces.
O que se perdeu e o que se juntou
Depois do ataque, os fragmentos foram recolhidos e guardados. Algumas peças foram coladas e voltaram a ser expostas, mas o museu nunca publicou um inventário completo do que se salvou e do que ficou em cacos. Por falta desse documento, não se sabe quantos dos 30 objetos foram de fato recuperados.
Também não se sabe quem foram os autores. Alguns suspeitos chegaram a ser presos, e a imprensa local relatou o caso na Justiça, mas nenhuma condenação definitiva chegou a ser divulgada até hoje.
Fora do museu, os hawitta seguem espalhados pelos atóis. Muitos estão em ilhas habitadas, cobertos de vegetação, e vários nunca foram escavados. Em algumas ilhas, a areia de um monte já foi usada como aterro em obra de casa ou de resort, e com ela foram blocos entalhados que ninguém registrou. O que ainda existe da fase budista das Maldivas está, em grande parte, debaixo da terra.
Vale um aviso sobre as datas. A conversão é registrada em 1153 pela tradição maldívia, mas alguns historiadores aceitam 1153 ou 1154, conforme a leitura das crônicas. As datas de Kaashidhoo vêm da datação por carbono e têm margem de algumas décadas.
Para visitar, o Museu Nacional fica no parque Sultan, no centro de Malé, a poucos minutos a pé do cais. Antes de ir, vale confirmar no próprio museu quais peças pré-islâmicas estão expostas, porque a sala passou por fechamentos e reabertura depois do ataque.
Na ilha de 2 quilômetros a 4 graus do equador, o recife ainda cerca Malé por todos os lados. No Museu Nacional, a poucos minutos do cais, a cabeça de Buda talhada nesse mesmo recife guarda as linhas de cola nos pontos onde o martelo bateu em 2012.
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